terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Greve de ônibus em Porto Alegre: Justiça determina reajuste apresentado por empresas nas negociações

No total, 47 ônibus danificados, 1 milhão de pessoas prejudicadas diariamente por 15 dias e desrespeito à Justiça marcaram paralisação. Justiça determina aumento com base nos índices apresentados pelas empresas uma semana depois da paralisação.
(Fonte da imagem: Clube do Ônibus)
ADAMO BAZANI – CBN: O TRT – Tribunal Regional do Trabalho em Porto Alegre julgou nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014, o dissídio coletivo dos motoristas e cobradores de ônibus e determinou que fossem aplicados os índices de reajuste apresentados pelas empresas de ônibus em reunião de conciliação do dia 3 de fevereiro de 2014.
Anteriormente, as companhias de ônibus ofereceram 5,5% de reajuste salarial e depois aumentaram a proposta para 7,5%, mas o sindicato queria um reajuste de 14%. O acordo estava bem encaminhado, mas parte dos sindicalistas incitou os trabalhadores a continuarem parados.
A greve durou 15 dias, de 27 de janeiro de 2014 a 11 de fevereiro de 2014 e foi marcada por disputa sindical, divisão entre os trabalhadores que na primeira semana de paralisação já não tinha consenso sobre a ação dos sindicalistas, pelo vandalismo com 47 ônibus depredados – um deles alvo de bomba caseira – e desrespeito à Justiça, com o não cumprimento dos acordos e da frota mínima exigida por lei.
Por causa disso, a Justiça determinou nesta segunda-feira multa de R$ 1 milhão ao sindicato, que serão pagos com o dinheiro da contribuição dos trabalhadores.
Por sete votos a dois, os desembargadores também determinaram a proposta das empresas de 3 de fevereiro sobre outros benefícios. A contrapartida dos trabalhadores no plano de saúde cai de R$ 40 para R$ 10 por mês e o vale-alimentação terá aumento de R$ 16 para R$ 19 por dia.
O banco de horas será extinto gradativamente até 31 de julho.
A prefeitura de Porto Alegre, agora com estes índices em mãos, deve determinar reajuste no valor da tarifa de ônibus para os passageiros.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

Nova linha seletiva Guarulhos – Av. Paulista

A partir desta segunda-feira, dia 17 de janeiro de 2014, a Avenida ganha mais uma linha seletiva. O serviço vai ligar a Avenida até o Terminal Rodoviário de Guarulhos e será operado pelo Consórcio Internorte.
(Fonte da imagem: Adamo Bazani)
ADAMO BAZANI – CBN: Começa a operar nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014 uma linha de ônibus seletivos entre o Terminal Rodoviário de Guarulhos, na região metropolitana, até a Avenida Paulista, na Capital.
De acordo com informações da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, a linha 427 BI1 será operada pelo Consórcio Internorte.
Os ônibus serão do tipo rodoviário, com motorização traseira, poltronas reclináveis, ar condicionado, Tvs, som ambiente e sistema de acesso gratuito à internet Wi-Fi.
No total, a linha vai contar com cinco ônibus que vão fazer diariamente 40 viagens, sendo 20 ida e 20 volta. A tarifa é de R$ 20 e não há operação aos sábados, domingos e feriados.
Segundo nota do Governo do Estado de São Paulo, as principais vias atendidas pela linha nos dois municípios são: Avenida Tiradentes, Avenida Guarulhos, Shopping Internacional de Guarulhos, Via Dutra, em Guarulhos, e Avenida Santos Dumont, Avenida Tiradentes, Praça da República, Rua Augusta e Avenida Paulista, em São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Licitação de Mauá mantém modelo de dois lotes e Suzantur pode participar

Licitação dos transportes em Mauá: cidade continua só com dois lotes. Emergencial Suzantur vai poder concorrer. Movimentos sociais acreditam em manobra para retomada de monopólio dos transportes em Mauá. Prefeitura vai exigir ônibus novos.
(Fonte da imagem: Grupo TRA - Thiago de Souza)
ADAMO BAZANI – CBN: A fala do prefeito de Mauá, Donisete Braga, de que a cidade poderia ter “três, quatro ou cinco empresas” e que, na opinião dele, quanto mais companhias de ônibus seria melhor, ficou apenas no discurso. Durante a disputa entre a operadora Leblon, da família Issak, e Estrela de Mauá, de David Barioni Neto, fundada por Baltazar José de Sousa, Doniste Braga disse que a cidade de Mauá teria condições e demanda para mais de duas empresas de ônibus.

O edital de licitação dos transportes de Mauá, no entanto, prevê a mesma constituição do modelo atual: a divisão dos serviços em dois lotes.
A diferença é que em vez de o lote 01 ter 60% das linhas e o lote 02 ter 40%, cada um dos lotes terá 50% de participação no sistema.
O secretário de mobilidade urbana de Mauá, Paulo Eugênio Pereira, participou nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro de 2014, de audiência pública para explicar o processo de licitação dos serviços de ônibus.
Sob a observação de movimentos sociais e funcionários das empresas de ônibus, descrentes ainda em relação ao processo licitatório, Paulo Eugênio explicou algumas das principais exigências da prefeitura que devem estar presentes no edital, a ser publicado no início de março.
Segundo explicou o secretário, a prefeitura vai exigir que as duas novas empresas a serem escolhidas na licitação coloquem frota 100% zero quilômetro e acessível.
O número de veículos deve subir dos atuais 210 ônibus para 240.
A prefeitura também deve exigir que as empresas de ônibus que vencerem a disputa pública instalem na cidade 300 novos abrigos, 150 cada companhia.
O sistema de localização de frota, GPS, já presente nos ônibus das empresas Viação Cidade de Mauá e Leblon, será outra exigência.
A Suzantur, apesar de ter sido contratada emergencialmente pela prefeitura em outubro e já tendo uma “vantagem sobre eventuais concorrentes” por conhecer a operação na cidade e ter funcionários do atual sistema vai poder participar da licitação.
A descrença no processo licitatório por parte de funcionários do sistema de transportes da cidade e de movimentos sociais se dá pelo fato de o descredenciamento das duas operadoras que venceram a licitação iniciada em 2006 ser marcado por disputas judiciais e denúncias de que o propósito da ação da prefeitura foi retomar de forma velada o monopólio dos transportes coletivos por pressão de empresários ligados a Baltazar José de Sousa, que controlou sozinho por aproximadamente 30 anos as operações de ônibus em Mauá.
De acordo com documentos apresentados pelos movimentos sociais, a retirada da Viação Cidade de Mauá seria “um favor” para Baltazar, já que a empresa pode ter a falência decretada, caso a Soltur – Solimões Transporte e Turismo, companhia dele em Manaus, não tenha êxito no processo de recuperação judicial de todas as empresas registradas diretamente em nome de Baltazar.
Ainda segundo os documentos, a Suzantur tem ligações com investidores que possuem relações de interesse econômico com Baltazar e com o Banco Caruana, que financia ônibus para o empresário.
O secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio, negou que a prefeitura esteja privilegiando grupos econômicos e disse para a população chamar empresários de todo o País.
A resposta foi dada em tom duro por Paulo Eugênio quando indagado se não haveria o risco de Mauá ter uma “licitação de cartas marcadas”.
“Você pode estar cometendo um crime ao fazer esta acusação” – respondeu a um participante da audiência.
Paulo Eugênio prometeu que o processo de licitação será transparente, mas a possibilidade de participação da Suzantur levantou polêmica.
A Viação Cidade de Mauá e a Leblon Transporte de Passageiros foram descredenciadas pela prefeitura sob a acusação de terem realizado consultas ao sistema de bilhetagem eletrônica sem autorização do poder público.
O descredenciamento também é polêmico. Em parecer de 27 de junho de 2013, a procuradora do município, Thais de Almeida Miana, acolheu os argumentos da Leblon Transporte de Passageiros que comprovavam que a prefeitura treinou e autorizou as empresas a realizarem consultas a dados que tinham direito. Ela recomendou que fosse realizada uma nova sindicância, mais técnica, o que foi ignorado pelo prefeito de Mauá, Donisete Braga, e pelo secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio Pereira.
Antes mesmo da sindicância, a Leblon Transporte de Passageiros sofreu problemas para operar em Mauá – a empresa está parada desde 29 de dezembro de 2013. Desde então, os advogados da Leblon tentam sem sucesso restabelecer a empresa na cidade.
Justamente um ano antes, no dia 29 de dezembro de 2012, foi colocada pela prefeitura de Mauá junto com as linhas no lote da Leblon, a Viação Estrela de Mauá, fundada por Baltazar José de Sousa, hoje de David Barioni Neto, ex-executivo da TAM e de Constantino Oliveira na Gol Linhas Aéreas.
Ainda segundo os documentos apresentados por integrantes de movimentos sociais, como Rafael Rodrigues, Henrique Constantino, filho de Constantino de Oliveira, teve sociedade no Banco Caruana.
No início de janeiro de 2013, a Estrela de Mauá foi retirada por ordem judicial.
Paulo Eugênio garantiu que o processo de licitação vai ser dentro da lei, isento e aberto para qualquer grupo empresarial.
Só não podem participar a Viação Cidade de Mauá e a Leblon Transporte de Passageiros, ambas consideradas inidôneas pela administração Donisete Braga.

LICITAÇÃO DEVE SER CONCLUÍDA NUM PRAZO ENTRE 90 E 180 DIAS:
O secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio Pereira, estima que o processo de licitação deve ser concluído num prazo de 90 a 180 dias após a publicação do edital no início de março.
Até lá, deve continuar operando no lote 02 da cidade a empresa Suzantur, contratada emergencialmente em outubro pela administração Donisete Braga.
A Viação Cidade de Mauá também foi descredenciada do sistema, mas continua operando.
O secretário Paulo Eugênio Pereira diz que a Viação Cidade de Mauá não foi tirada de circulação porque a Suzantur não tem ônibus suficientes.
Os serviços da Suzantur são alvos de crítica da população. Falta de treinamento dos motoristas e cobradores, descumprimento de horários e itinerários e ônibus em más condições, sem acessibilidade estão entre as queixas.
A Suzantur opera com ônibus usados de outras cidades. Entre os veículos estão os da falida Oak Tree, de São Paulo, de frotas de Ronan Maria Pinto, parente de Baltazar e parceiro de negócios dele, da família Constantino e alguns coletivos que operaram pela Viação Estrela de Mauá, alienados ao banco Caruana.

PAULO EUGÊNIO IRONIZA LEVANTAMENTO DO INSTITUTO HENFIL:
Questionado na audiência pública sobre as tarifas, Paulo Eugênio disse que pensar em “tarifa-zero” para Mauá é estar na linha da utopia, mas havendo recursos para financiar os transportes, ele disse não ter nada contra a proposta.
Quando foi questionado pelo ativista Rafael Rodrigues sobre estudo elaborado pelo Observatório Social do Instituto Henfil de que as tarifas em Mauá poderiam ter um valor mais baixo, tendo como base o valor da passagem do sistema de Curitiba e Região Metropolitana, Paulo Eugênio desqualificou a pesquisa.
“O estudo técnico feito pelo Henfil não tem valor técnico nenhum, parece mais brincadeira de estudante do que uma proposta séria” – disse o secretário de mobilidade urbana de Mauá, Paulo Eugênio Pereira.

BILHETAGEM ELETRÔNICA:
Com a entrada de eventuais novas empresas no sistema de Mauá, ou permanência de Suzantur com outra companhia, o Cartão Da Hora, espécie de Bilhete Único da cidade que permite integrações gratuitas, sai de cena e no lugar entra o Cartão SIM – Sistema Integrado de Mauá.
O cartão deve permitir a prometida integração com a CPTM, que deve dar desconto de cinqüenta centavos nas transferências de ônibus municipais para os trens metropolitanos e vice-e-versa.
Cerca de 130 mil cartões devem ser trocados.

MAUÁ-TRANS:
Paulo Eugênio declarou na audiência pública que a gerenciadora Mauá-Trans é uma “proposta em estudo”.
Ele disse que a Mauá-Trans deve ter equipe de manutenção e vistoria própria para fiscalizar os ônibus e que deve gerar suas próprias receitas.
Boa parte das gerenciadoras gera receitas pela cobrança de taxas das empresas de ônibus, o que causa impactos como o aumento do valor das tarifas.
Não está definido, no entanto, como a Mauá-Trans vai gerar seus recursos.
Paulo Eugênio quis diferenciar Mauá-trans de Trans-Mauá, nas explicações.
A Trans-Mauá foi outra empresa criada por Baltazar José de Sousa para participar da licitação que teve início em 2006. Hoje a companhia, que só existe no papel, está no nome de diretores do Banco Caruana, como José Garcia Netto.

FUNCIONÁRIOS DA LEBLON:
Os funcionários da Leblon Transporte, desligados da empresa que está sem receitas desde 29 de dezembro de 2013, terão preferência na contratação por uma nova operadora na cidade.
No entanto, não haverá obrigação da empresa contratar estes profissionais.
A Leblon assumiu os encargos da rescisão trabalhista dos funcionários.

LEBLON TEM MAIS UMA DERROTA NA JUSTIÇA;
Enquanto falava na Câmara Municipal, Paulo Eugênio informou que a Leblon Transporte teve nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro de 2014, uma derrota no colegiado do Tribunal de Justiça.
Por 22 votos a 1, os desembargadores negaram o agravo apresentado pela Leblon contra a retirada da empresa em 29 de dezembro de 2013.
Num mesmo dia, 31 de janeiro de 2014, duas decisões do mesmo Tribunal de Justiça criaram um imbróglio jurídico.
Na parte da tarde, o desembargador Evaristo dos Santos reconheceu que era válido o mandado de segurança que mantinha a Leblon operando na cidade e determinou o retorno da empresa. Já na parte da noite, o presidente do Tribunal de Justiça, José Renato Nalini, acatou os argumentos da prefeitura sobre a interpretação jurídica para a retirada da Leblon, cabendo a permanência ou não da empresa ser determinada quando o processo for julgado.
O imbróglio teve início em 23 de dezembro após parecer do STJ – Superior Tribunal de Justiça.
A prefeitura alega que o STJ – Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, determinou que fosse seguida decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre o caso.
A administração de Donisete Braga diz que em 18 de novembro de 2013, o então presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, suspendeu a liminar que garantia a Leblon operando.
Mas depois desta data, houve pelo próprio TJ de São Paulo duas decisões favoráveis a Leblon: em 13 de dezembro de 2013, na qual o desembargador Evaristo dos Santos devolveu a Leblon o direito de operar, e em 19 de dezembro de 2013, quando o presidente na época, Ivan Sartori, manteve a decisão de Evaristo dos Santos para que a Leblon continuasse prestando serviços.
Só depois, no dia 20 de dezembro, é que a Prefeitura de Mauá entrou com pedido no STJ, mas teria ocultado as duas movimentações favoráveis à empresa Leblon.
Em 23 de dezembro de 2013, o presidente do STJ, ministro Félix Fischer, não acolheu nenhum pedido da prefeitura e afirmou que o caso caberia à corte paulista.
No dia 27 de dezembro, a prefeitura de Mauá anunciou pela assessoria de imprensa que a Suzantur iria operar 14 linhas da Viação Cidade de Mauá.
Mas Donisete Braga e Paulo Eugênio Pereira voltaram atrás e no dia 29 de dezembro recolheram todos os ônibus da Leblon, deixando a empresa de Baltazar operar até agora.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Por: Igor Dias

Suzantur assume duas linhas da Viação Cidade de Mauá

A Suzantur conseguiu duas linhas da Viação Cidade de Mauá que opera o lote 1. Agora que a Suzantur consegui essas duas linhas que são 089 - Zaíra Radial 1 e 088 - Sertãozinho/via Zaíra, mais população mauaense, que já sofria com a empresa assumindo as linhas da Leblon, vai sentir o gosto de ter atrasos, falta de manutenção, lotação, e muitos outros problemas.
(Fonte da imagem: Ônibus Brasil - Tiago Rosseto)

Novos articulados da SBCTrans podem ser preparados para os futuros corredores da cidade

Novos articulados da SBCTrans já estão preparados para corredores na cidade. Passageiro pode ter acesso gratuito à internet nos veículos. Investimentos da operadora foram de R$ 32 milhões para a compra dos ônibus, modernização da bilhetagem eletrônica e internet no principal terminal do município.
(Fonte das imagens: Divulgação SBC Trans - Blog Ponto de Ônibus - Adamo Bazani)
ADAMO BAZANI – CBN: Os novos ônibus articulados apresentados pela operadora SBCTrans nesta terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2014, estão preparados para serem adaptados ao sistema de corredores projetados para São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.Até 2016, eixos de grande demanda de passageiros no município devem ter 13 corredores, boa parte deles com tráfego separado apenas para o transporte coletivo.
A previsão é de que os primeiros espaços já estejam em fase de conclusão a neste ano.
Entre os eixos que devem contar com as vias para ônibus estão Faria Lima, Jurubatuba, Montanhão, Ferrazópolis, Rotary, Capitão Casa, Castelo Branco e Galvão Bueno.
Em 25 de junho do ano passado, a prefeitura de São Bernardo do Campo assinou convênio de US$ 250 milhões com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento para as primeiras obras. US$ 125 milhões são oriundos da entidade internacional de fomento e a outra metade é referente à contrapartida do poder público.
Segundo informações da SBCTrans – Concessionária São Bernardo Transportes SPE – , os 25 ônibus articulados “são adaptáveis à mudanças, como abertura de portas na lateral contrária. Os veículos foram desenvolvidos para serem adequados aos novos padrões, visando a circulação em futuros corredores exclusivos com pontos de parada acessíveis e plataformas elevadas”.
Câmbio automático, piso baixo, suspensão a ar são algumas das características de conforto e acessibilidade dos 25 Caio Millemnnium BRT sobre chassis Mercedes Benz O 500 UA Blue Tec 5, que seguem as atuais normas de restrição à emissão de poluentes por veículos movidos a diesel.
Os ônibus possuem sistema para acesso gratuito à internet.
O Terminal Rodoviário João Setti, no centro da cidade, também recebeu investimentos da operadora de transportes urbanos para internet gratuita.
Não é necessário cadastro para acesso à internet no terminal, basta o passageiro se conectar.
O sistema de internet começou a ser testado em novembro de 2012.
Além dos 25 ônibus articulados, a SBCTrans adquiriu 50 ônibus convencionais, de motor dianteiro, modelo Caio Apache Vip sobre chassi Mercedes Benz, que já foram colocados em operação.
Entre veículos novos, internet gratuita e modernização na bilhetagem, a operadora diz que investiu R$ 32 milhões.
Com a renovação, a SBCTrans, única transportadora municipal,passa a ter 430 ônibus, levando em conta os de escala, reserva e manutenção, entre articulados, ônibus urbanos de 3 eixos com 15 metros, convencionais, midis (micrões) e micros.
A demanda de passageiros mensal é de 6 milhões de pessoas transportadas em 60 linhas. O total de pessoas cadastradas no Cartão Legal, sistema de bilhetagem eletrônica, é de cerca de 300 mil pessoas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Por: Igor Dias

Ônibus já leva praticamente o mesmo tempo que metrô entre Itaquera e Centro

Ônibus leva o mesmo tempo que metrô entre Itaquera e o centro. Levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo mostra a importância de ônibus terem espaços exclusivos, mesmo em linhas paralelas ao metrô, que hoje, apesar da importância, não pode ser considerado única solução de mobilidade.
(Fonte da imagem: Apu Gomes/Folha Press)
ADAMO BAZANI – CBN: Os espaços exclusivos para ônibus têm se mostrado cada vez mais soluções eficientes para a mobilidade urbana, mesmo onde há linhas de metrô já instaladas.

Se simples faixas para os ônibus, que sofrem com gargalos no trajeto, interferências de outros veículos e não contam com um sistema rápido de embarque e desembarque já trazem ganhos à mobilidade, com corredores modernos, do tipo BRT – Bus Rapid Transit, os benefícios para a população seriam maiores.
Levantamento de campo feito pela reportagem do jornal Folha de São Paulo mostrou que entre Itaquera, na zona Leste de São Paulo, e o centro da cidade, o tempo de viagem no metrô é praticamente o mesmo do que os passageiros gastam nos ônibus.
A comparação foi feita em dois dias, no horário de pico da manhã, entre a linha 3 Vermelha do Metrô e a linha 4310/10 – Itaquera- Parque Dom Pedro II.
“No primeiro dia, com uma falha no metrô e trânsito congestionado, levou uma hora e 15 minutos de metrô e uma hora e 18 minutos de ônibus. No outro dia, foram 55 minutos de ônibus e 53 minutos de metrô” – aponta a reportagem.
A linha 4310/10 foi criada em outubro depois da ampliação das faixas de ônibus pela prefeitura de São Paulo na Radial Leste.
Considerada a “linha de ouro” do sistema pela SPTrans, de acordo com a prefeitura, os serviços da 4310/10 têm atraído passageiros do metrô.
No horário de pico, o intervalo entre os ônibus é de três minutos.
A linha mostra que mesmo com o metrô, há demanda para os ônibus, até porque a linha 3 do metrô chegou ao esgotamento. De acordo com os resultados do levantamento, não se pode mais pensar em um único modal de transporte para São Paulo, inclusive num mesmo eixo.
São Paulo não deve se contentar com uma malha pequena de metrô. Mas é um erro imaginar que só o metrô é a solução para a mobilidade da cidade. Mesmo sendo um meio de altísima capacidade, o metrô tem um limite.
O sistema de ônibus, além de ter as linhas troncais de BRTs que podem ser sobrepostas a outros meios de transportes, tem a capilaridade que o metrô não possui, podendo assim chegar a regiões mais afastadas, de onde também poderiam sair linhas diretas até os corredores exclusivos.
Apesar da expectativa de diminuição de intervalos entre os trens com a modernização da sinalização CBTC, a linha 3 já continuará operando perto de sua capacidade máxima.
Assim, a modernização da CPTM e a criação de um BRT para a zona Leste, como é projeto da prefeitura de São Paulo, são consideradas por diversos estudiosos do setor, soluções coerentes.
Não se trata também de impor a ultrapassada discussão que rivaliza os meios de transporte cidade.
Hoje, sabe qual é o meio de transporte mais adequado para São Paulo? TODOS !
O caso da 4310/10 é ainda uma exceção, mas que poder servir de exemplo para mais iniciativas que priorizem o transporte público, em especial as que possam garantir eficiência aos ônibus em São Paulo e na região metropolitana.
Os investimentos em sistemas de ônibus não só ajudam diretamente a população, mas também trazem ganhos de eficiência aos outros meios de transporte, inclusive o metrô.
Confira a reportagem da “Folha de São Paulo”, assinada por André Monteiro e Leandro Machado:
Por: Igor Dias

Quase sem conquistas para os trabalhadores, greve é suspensa em Porto Alegre

Com fim do banco de horas, greve de ônibus é suspensa em Porto Alegre. Sindicato ainda rejeita proposta apresentada em acordo com a Justiça. Possibilidade de uma nova greve a partir do dia 17 não está descartada.
(Fonte da imagem: Pedro Alves Izé)
ADAMO BAZANI – CBN: Depois de 15 dias marcada pelo desrespeito a determinações judiciais, por vandalismo com 47 ônibus depredados e prejudicando diariamente o “ir e vir” de um milhão de passageiros, foi suspensa a greve de motoristas e cobradores de ônibus em Porto Alegre.No entanto, o impasse ainda continua.
O sindicato dos rodoviários de Porto Alegre ainda rejeita o acordo realizado pelas empresas de ônibus no TRT – Tribunal de Justiça do Trabalho, no dia 03 de fevereiro. Na ocasião, as viações propuseram 7,5% de aumento salarial, reajuste de R$ 16 para R$ 19 no valor diário do vale-alimentação e redução de R$ 40 para R$ 10 no valor pago pela categoria pelo plano de saúde.
Apenas o fim do banco de horas a partir de agosto proposto pelas empresas foi aceito pelos motoristas e cobradores em assembleia na noite de ontem no Ginásio Tesourinha.
O chamado “estado de greve”, com possibilidade de nova paralisação, está mantido de acordo com informações do próprio sindicato dos rodoviários.
Como a entidade sindical não aceitou a proposta das empresas, no dia 17 de fevereiro, vai ser a Justiça que vai determinar os índices de reajustes para a categoria, no dissídio coletivo.
No entanto, o desgaste do sindicato tem sido cada vez mais nítido. Há uma divisão interna na entidade que deveria ser de representação e boa parte dos trabalhadores não apoiava mais a greve.
A rejeição à proposta das empresas se deu por margem apertada na noite desta segunda-feira.
A questão do banco de horas também causou descontentamento nos funcionários da Carris, onde o sistema não é aplicado. Para eles, não houve conquista alguma até agora.
O sindicato explicou que mesmo no caso da Carris, o fim do banco de horas vai interferir beneficamente para os trabalhadores, já que haverá alteração de escalas e folgas.
As empresas de ônibus, pela ATP – Associação dos Transportadores de Passageiros, dizem que não há mais possibilidade de aumentar os índices de reajustes.
Nesta terça-feira, dia 11 de fevereiro, todos os ônibus voltaram para as ruas em Porto Alegre. As vans escolares não são mais autorizadas a fazer as linhas e o valor da passagem das lotações que foi para R$ 4 durante a greve, foi retomado para R$4,20.
A EPTC – Empresa Pública de Transportes e Circulação intensificou a fiscalização sobre o transporte clandestino.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Igor Dias

Vitu renova frota com Caio Millennium III Articulado

Ônibus Caio Millennium III articulado da Viação Itu – Vitu tem 18 metros de comprimento e capacidade para 126 pessoas.
(Fonte da imagem: Divulgação Caio - Blog Ponto de Ônibus - Adamo Bazani)
ASSESSÓRIA DE IMPRENSA DA CAIO: A Viação Itu Ltda., preocupada com melhorias no transporte público da cidade de Itu, interior do estado de São Paulo, está renovando parte de sua frota com ônibus articulados Millennium III, da fabricante de carrocerias paulista, Caio Induscar.

Este modelo foi escolhido pelo cliente por ter comprimento e capacidade de lotação maior, ser resistente e de pouca manutenção.

Os veículos possuem comprimento total de 18.355 mm, capacidade para transportar 44 passageiros sentados, 81 em pé e uma pessoa portadora de necessidades especiais. Além disso, as carrocerias contam com elevador, facilitando o deslocamento destas pessoas; poltrona do motorista e do cobrador hidráulica, poltronas dos passageiros injetadas e totalmente estofadas, dando mais ergonomia nas viagens.

Para a Caio Induscar, é uma grande satisfação ser escolhida para renovar parte da frota de Itu.


Por: Igor Dias

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Consórcio Fênix é declarado vencedor em Florianópolis e tarifa deve baixar

Único consórcio a apresentar proposta para os transportes públicos na cidade, Fênix foi considerado vencedor. Valor das passagens deve ser reduzido.
(Fonte da imagem: Portal Terra)
ADAMO BAZANI – CBN: O Consórcio Fênix foi declarado nesta quarta-feira, dia 05 de fevereiro de 2014, vencedor da primeira licitação dos transportes de Florianópolis.
Segundo a prefeitura, o Consórcio atendeu à exigência de menor tarifa do edital. Com isso, o valor da passagem na cidade será reduzido em R$ 0,10, para R$ 2,60 com o pagamento pela bilhetagem eletrônica e para R$ 2,80 para pagamento com dinheiro.
A tarifa social, de R$ 1,70, destinada a passageiros que recebem até três salários-mínimos, hoje válida apenas para moradores dos bairros Maciço e Morro da Cruz, será estendida para toda a cidade.
Também está prevista, segundo a secretaria de transportes, a criação do passe livre para estudantes de famílias carentes, cadastradas no sistema de assistência social da Prefeitura, o que representa hoje cerca de seis mil jovens. Outros estudantes pagarão R$ 1,30 – meia tarifa.
O Consórcio Fênix foi o único a apresentar proposta para o sistema de Florianópolis. Ainda não há data para o início das operações.
Ônibus acessíveis, monitoramento por GPS e bilhete único, com integração fora dos terminais, são outras novidades anunciadas pelo poder público.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

Prefeitura de Uberlândia diz que negociou com empresas de ônibus para passagem não ultrapassar R$ 2,85

Tarifa de ônibus em Uberlândia vai para R$ 2,85. Reajuste é de 5,55%. Prefeitura vai fazer compensações às empresas de ônibus para que o aumento não fosse maior.
(Fonte da imagem: Vithor Augusto Souza Carvalho)
ADAMO BAZANI – CBN: A partir deste sábado, dia 8 de fevereiro de 2014, as passagens de ônibus municipais em Uberlândia, Minas Gerais, passa de R$ 2,70 para R$ 2,85.
O aumento de 5,55% ocorre segundo a prefeitura para permitir equilíbrio econômico ao sistema e compensar os reajustes nos custos para operação dos transportes. O contrato com as empresas prevê aumentos anuais no valor das passagens.
Ainda segundo a prefeitura, o valor de R$ 2,85 foi determinado depois de discussões com as empresas de ônibus. Se fosse usada a tabela padrão do Geipot, segundo o executivo, a tarifa poderia ficar entre R$ 2,95 e R$ 3,11.
A prefeitura optou pelo cálculo que leva em consideração a variação do INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor e os reajustes no valor do óleo diesel, óleo lubrificante e materiais rodoviários apurados pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.
Para possibilitar um reajuste mais baixo, a prefeitura de Uberlândia diz que vai realizar investimentos no sistema, com a construção de uma central de monitoramento no principal terminal da cidade e a implantação de 75 abrigos em pontos de ônibus em três bairros.
As compensações devem possibilitar uma economia de R$ 131 mil por mês às empresas de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana