terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Galeria: Caio Apache Vip II, 3 Portas, Suzantur Mauá, fazendo a linha 142 - Luzitano

(Fonte das imagens: Ônibus e Curtição)
Antes da pintura branca, assim que chegaram na cidade:
(Fonte da imagem: Grupo TRA)

Novo marcador. já que essa novela tá demorando pra acabar>> http://goo.gl/X4cM76

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

STJ retoma licitação de duas mil linhas interestaduais pela ANTT

STJ determina que seja realizada licitação de linhas interestaduais de ônibus
Instância suspende liminar do TRF que impedia o certame de cerca de duas mil linhas gerenciadas pela ANTT.
(Fonte da imagem: Adamo Bazani)
ADAMO BAZANI – CBN: O STJ – Superior Tribunal de Justiça determinou que a licitação de aproximadamente duas mil linhas de ônibus interestaduais gerenciadas pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres seja retomada.
Na quarta-feira, dia 22 de janeiro de 2014, o presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, suspendeu a liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que, a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (Setpesp), impedia a concorrência pública. A informação, no entanto, só foi divulgada nesta segunda-feira, dia 27 de janeiro.
O presidente em exercício do STJ entendeu que o prazo de 50 dias dado pela ANTT para as empresas e interessados se manifestarem sobre o edital foi “mais que suficiente” e que se a licitação continuar sendo impedida de prosseguir há risco de “grave dano à segurança pública e à ordem pública e econômica, se destacada a relevância e a importância estratégica dessa parte da ação governamental voltada ao desenvolvimento do país e ao crescimento da economia”.
Desde 2008, o governo federal, que lançou o Propass Brasil, o plano para licitação, e as empresas de ônibus travam uma verdadeira queda de braço sobre o tema,
Nos mais recentes capítulos, representadas pelos Setpesp, sindicato das empresas em São Paulo, as companhias de ônibus conseguiram impedir o andamento da licitação, cenário que mudou com a decisão de Gilson Dipp.
Em 11 de outubro de 2013, o Setpesp teve o pedido de liminar para impedir a licitação negado pela primeira instância da 21ª Vara Federal do Distrito Federal.
O Setpesp recorreu ao Tribunal Regional Federal.
Em 18 de dezembro de 2013, o juiz Jirair Miguerian, do TRF, aceitou a argumentação das empresas de ônibus de que como o edital foi colocado pela ANTT a lei de licitações estava sendo contrariada. As empresas alegaram que não foi respeitado o tempo para manifestações em relação ao edital.
A ANTT e AGU – Advocacia Geral da União – entraram com recurso e na quinta-feira, passada, o STJ derrubou a liminar que favorecia as empresas de ônibus.
A licitação divide o sistema de transportes rodoviários interestaduais em 54 lotes e 16 grupos, vai exigir idade máxima de 10 anos dos ônibus e GPS na frota.
As empresas dizem que o governo federal não “ouviu o mercado”, que se formou em 70 anos, “regido pela necessidade de deslocamentos dos passageiros” e temem “desmantelamento de uma estrutura que é aprovada pela população”
Dimensão e características da frota, divisão das áreas de operação, taxa de ocupação dos ônibus e distribuição das linhas estão entre os principais pontos sem acordo entre viações e ANTT.
O governo federal alega que a licitação vai modernizar a frota, os serviços e vai distribuir melhor o mercado. A empresa que assumir uma linha muito lucrativa tem de operar também um serviço com menos retorno financeiro, mas de interesse social.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

sábado, 25 de janeiro de 2014

Galeria: Protestos em Mauá por melhor trasporte público

Como foi combinado nas redes sociais, o protesto contra o péssimo transporte público de Mauá, que ficou critico após a substituição da empresa de ônibus Leblon pela Suzantur nas linhas do lote 2 da cidade. O protesto ocorreu esta tarde em torno das 15:30hs, iniciando-se junto ao relógio do calçadão de Mauá e depois se deslocando até a Praça da Bíblia. Durante a manifestação era cobrado pelos protestantes um transporte de qualidade, o que não inclui a empresa Suzantur. O protesto foi pacifico. Vejam as fotos exclusivas do protesto:
(Fonte das imagens: Marquinhos Ddm)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

“Não desistimos de operar em Mauá” – diz diretor da Leblon

Empresa está sem operar desde 29 de dezembro e sem condições financeiras e anunciou que vai rescindir os contratos dos funcionários. Diretor da companhia diz que empresa continua lutando para ficar na cidade e que dependendo da decisão do judiciário pode recontratar os trabalhadores.
(Fonte da imagem: Ônibus e Curtição)
ADAMO BAZANI – CBN: Após anunciada como certa a desistência da Leblon de operar o lote 02 dos transportes de Mauá, na Grande São Paulo, a diretoria da empresa disse nesta quinta-feira, dia 23 de janeiro de 2014 que a intenção da companhia é continuar operando na cidade.
“Não desistimos de Mauá e vamos continuar pleiteando na Justiça o direito que conquistamos de operar na cidade” – relatou um dos diretores da companhia, Ronaldo Isaak.
A Leblon já fez, no dia 22 de janeiro, o comunicado de rescisão trabalhista de todos os funcionários.
A empresa diz que desde quando foi impedida de operar pela prefeitura em 29 de dezembro de 2013 as receitas foram “extremamente” prejudicadas, não havendo condições de manter os salários.
“Tivemos uma atitude responsável. Chamamos os funcionários e vamos pagar todos os direitos como a lei determina. Mas dependendo do parecer da justiça, vamos recontratar todos que quiserem. O problema é que não sabemos quando sairá o parecer da Justiça sobre o caso” – complementou Ronaldo Issak em entrevista por telefone.
No final do ano passado, a prefeitura retirou a empresa de circulação através da interpretação de um parecer do Superior Tribunal de Justiça.
Para a prefeitura, o STJ recomendou que fosse seguida decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de 18 de novembro que derrubou o mandado de segurança que garante as operações da Leblon na cidade.
Mas o ministro Félix Fischer, do STJ, não se referiu sobre qual decisão do TJ deveria ter sido seguida.
Para a Leblon, é válida a mais recente decisão do TJ, do então presidente Ivan Sartori, que em 19 de dezembro reafirmou ordem do desembargador Evaristo dos Santos que reestabeleceu o mandado de segurança para a companhia de ônibus.
Para descredenciar a Leblon e a Viação Cidade de Mauá, a prefeitura alega que as duas empresas consultaram sem autorização dados da bilhetagem eletrônica do município.
Mas um parecer da corregedora-geral de Mauá, Thais de Almeida Mianna, de 27 de junho, acatou a argumentação das empresas de que elas foram treinadas e autorizadas pela prefeitura para fazerem as consultas.
Ela recomendou a realização de uma nova sindicância, o que foi ignorado pelo prefeito Donisete Braga.
Para substituir as empresas, a prefeitura contratou de maneira emergencial a companhia Suzantur em outubro do ano passado.
Movimentos sociais da cidade dizem que a sindicância foi uma manobra para a retomada do monopólio dos transportes na cidade que por 30 anos pertenceu ao grupo de Baltazar José de Sousa e afirmam que documentos comprovam a ligação da companhia emergencial com empresários relacionados ao grupo de Baltazar.
A prefeitura nega e diz que quer estabelecer um novo modelo de transportes na cidade para melhorar a mobilidade.
No início do ano, o desembargador Evaristo dos Santos encaminhou a análise da causa ao pleno do TJ – São Paulo. Mas não há data para o julgamento.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

Nova cor da Suzantur, e um pouco da verdade do que acontece em Mauá

Após começar a pintar seus ônibus de Branco Suzantur tem cor própria.
(Fonte da imagem: Tiago Liberato MZIII - Ônibus Brasil)
DANIEL SANTANA - BT: Parece que a Suzantur agora está investindo bastante em pintura, começou a pintar seus ônibus da cor branca, e agora criam sua própria cor.

A cor não é feia, é também ficou melhor do que a simples da Viação Cidade de Mauá. Mas apesar disso os cidadãos da cidade sabem que a Leblon que fazia o lote 2, já era bem evoluída, e que não havia a necessidade de colocar uma empresa que tem a frase dizendo "transporte público em evolução pra você", pois se o transporte já estava evoluído por que trocar por ônibus usados, diferentes e caindo aos pedaços.
Frase: Transporte público em evolução para você (Fonte da imagem: Marquinhos Ddm - Busologia Total)
Os moradores também sabem, que o porque disso, é que essa atitude da prefeitura foi apenas para manter um grande monopólio de corrupção que já acontecia antes da Leblon assumir o lote 2. Com uma unica empresa ligada a Baltazar José de Souza fazendo apenas 1 lote na cidade a corrupção do transporte deixou os lucros da prefeitura pela metade. Depois de risco de falimento da empresa de Baltazar o jeito foi substituir VCM e coloca-la em nome de outro, e para aproveitar tirar a Leblon inventando a historia de invasão do sistema de bilhetagem para remover a empresa que prejudicava a corrupção politica.

As empresas que a prefeitura pois para substituir a Leblon (Estrela de Mauá e Suzantur), não estão no nome de Baltazar, mas ele esta com grandes envolvimentos. Praticamente esta em nome de outro mas que dirige é ele. Um dos fatos que levam a isso é os ônibus da Suzantur virem originalmente de empresas ligadas a Baltazar. As fotos abaixo mostra o os ônibus da Estrela de Mauá como Suzantur:
Mascarello Gran Via 2011 Volvo B270F 6x2 Viação Estrela de Mauá (Fonte das imagens: Marquinhos Ddm)
Mascarello Gran Via 2011 Volvo B270F 6x2 Suzantur (Fonte da imagem: Ônibus e Curtição)
Mascarello Gran Via 2011 Volvo B270F 6x2 Suzantur - com nova cor (Fonte da imagem: Marquinhos Ddm - Busologia Total)
Isso mostra as prováveis (99,99%) ligações com o nome de Baltazar a Suzantur. Mas este é só um dos vários exemplos.

Isso é o mais provável (99,99% também) caso que esta acontecendo em Mauá.


Por: Daniel Santana

domingo, 19 de janeiro de 2014

Chinesa BYD confirma investimentos em US$ 100 milhões para fábrica de ônibus elétricos em São Paulo

Chinesa BYD vai investir US$ 100 milhões em fábrica de ônibus elétricos em São Paulo
Será o maior investimento numa planta fora da China. Unidade deve produzir cerca de 4 mil ônibus por ano.

(Fonte da imagem: Blog Ponto de Ônibus)
ADAMO BAZANI – CBN: Agora é oficial. A fabricante de automóveis chinesa BYD, que tem como um dos sócios o bilionário norte-americano, Warren Buffett, anunciou nesta semana que vai investir US$ 100 milhões para a instalação de uma fábrica de ônibus elétricos puros (movidos com bateria) no Estado de São Paulo.A vice-presidente sênior da BYD, Stella Li, disse que a cidade a ser escolhida ainda depende de negociações com o Governo do Estado e as prefeituras dispostas a receber a unidade.
Mas a expectativa é que seja num município do interior num raio de 150 quilômetros de distância da Capital Paulista.
O interesse da chinesa no mercado de ônibus no Brasil é grande. Será o maior investimento numa unidade fora da China. Ônibus elétricos da empresa já foram testados ou ainda estão em circulação em cidades como Brasília, Salvador e São Paulo.
O plano da BYD no Brasil é comprar uma fábrica já existente e construir uma nova planta.
O lançamento previsto é para agosto deste ano. Entre 2015 e 2016, a empresa pretende chegar a produção de 4 mil ônibus por ano.
Os ônibus vão atender o mercado brasileiro e parte da América Latina.
Em novembro do ano passado, a BYD deu início a produção de ônibus elétricos em uma fábrica inaugurada em Lancaster, na Califórnia. Os investimentos nessas instalações são de US$ 30 milhões na fase inicial, segundo a empresa.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Número de passageiros de ônibus em São Paulo cresce e é o segundo maior da história

Ônibus em São Paulo transportaram 6 milhões de passageiros a mais em 2013 em relação a 2012 de acordo com dados da SPTrans. Faixas e ampliação do Bilhete Único são alguns dos motivos apontados por especialistas.
(Fonte da imagem; Adamo Bazani)
ADAMO BAZANI – CBN: Mais pessoas usaram ônibus em 2013 de acordo com balanço da SPTrans – São Paulo Transporte, autarquia que gerencia os serviços na Capital Paulista.
Foram 2 bilhões 923 milhões 089 mil e 217 registros de passagens em 2013 contra 2 bilhões 916 milhões 954 mil 960 passageiros de 2012.
Isso representa 6 milhões 134 mil 257 passageiros a mais.
O número de 2013 é o segundo maior da história dos ônibus municipais de São Paulo, ficando abaixo apenas de 2011, quando o número de passageiros chegou a 2 bilhões 940 milhões 894 mil 817 passageiros.
O número de pessoas transportadas por ônibus é semelhante a de outros modais. De acordo com o governo do Estado de São Paulo, no ano passado, Metrô e CPTM atenderam 2 bilhões e 92 milhões de passageiros.
COOPERATIVAS TIVERAM MAIOR CRESCIMENTO:
As cooperativas de transportes na cidade de São Paulo, com os micro-ônibus, chamados de lotação, tiveram o maior crescimento.
No total 1 bilhão 288 milhões 357 mil 225 passageiros transportados em 2013 ante 1 bilhão 269 milhões 890 mil 794. Diferença de mais 18 milhões 446 mil 431 pessoas.
Já as empresas do sistema estrutural tiveram queda no número de passageiros. Em 2012, as empresas transportaram 1 bilhão 647 milhões 064 mil 166 pessoas e em 2013 o número caiu para 1 bilhão 634 milhões 731 mil 992 passagens, diferença de 12 milhões 332 mil 174 pessoas.
A ampliação do uso do Bilhete Único e o aumento dos espaços preferenciais, com as faixas exclusivas, são algumas das explicações dadas por especialistas para o aumento do uso do ônibus, embora não haja uma migração significativa de quem usa carro ou moto para o transporte público.
Em algumas linhas, houve migração de passageiros do metrô que, ao verem que a velocidade dos ônibus aumentou, preferiram os transportes sobre pneus que em alguns trechos são menos lotados e mais confortáveis.
Só as faixas do eixo da Radial Leste que tinham previsão para atender 14 mil passageiros por dia, hoje recebem 40 mil aproximadamente.
A prefeitura de São Paulo estima que em 2014 o número de passageiros dos ônibus se aproxime de 2 bilhões e 400 milhões de pessoas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana

Edição: Comil Svelto - Suzantur Mauá

Hoje trazemos uma edição da empresa Suzantur Mauá, que entrou em na cidade de forma emergencial. A empresa possui vários modelos diferentes de varias corres, mas como não possui ônibus da carroceria Comil decidi fazer uma edição:

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Suzantur resolve começar a pintar seus ônibus de branco

A empresa de ônibus contratada emergencialmente por Donisete Braga prefeito de Mauá, que recebe muitas reclamações dos usuários em geral, resolveu começar a pintar seus ônibus de branco para padronizar a frota, isso porque todos os ônibus são usados de varias outras cidades.
(Fonte da imagem: Ismael Toledo Junior - Ônibus Brasil)
Na real, isto é apenas um mero disfarce visual para não demonstrar as desregularidade da frota da empresa, os ônibus ainda não são padronizados a cidade, os ônibus tem 4 portas 2 de cada lado o que é totalmente desnecessário, não são adaptados para deficientes dificultando os passageiros com necessidades especiais.

O modelo acima era da falida Oak Tree da grande São Paulo, que tinha as cores originais da cidade quando chegou em Mauá. Na foto abaixo é possível observar os brasões da cidade de São Paulo e da cidade de Mauá lado a lado:
(Fonte das imagens: Marquinhos Ddm - Busologia Total)
Fonte: Propriá

Por: Daniel Santana

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Portadores de necessidades especiais sofrem com Suzantur em Mauá

Portadores de necessidades especiais em Mauá, na Grande São Paulo, se dizem prejudicados com as operações da Suzantur, empresa contratada sem licitação pelo prefeito Donisete Braga. Ônibus sem equipamentos de acessibilidade e com funcionários despreparados: passageiros perderam consultas, sessões de fisioterapia e de outros tratamentos.
(Fonte da imagem: Adamo Bazani)
ADAMO BAZANI – CBN: A colocação da empresa de ônibus Suzantur no município de Mauá, na Grande São Paulo, pela prefeitura tem causado problemas na locomoção das pessoas na cidade, principalmente para quem é portador de necessidades especiais.

Quem afirma são os próprios passageiros que dependem das linhas do lote 02 da cidade, onde operava a Leblon Transporte de Passageiros, retirada por uma decisão da prefeitura. A Leblon tenta reverter na justiça o ato do prefeito Donisete Braga e do secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio Pereira.
“Tem sido horrível usar os ônibus da Suzantur. Eles não têm elevadores ou rampas. Quando têm, não funcionam ou estão do lado errado. (alguns ônibus têm porta à esquerda)” – disse Rosilene de Souza Santos, presidente da Aponem- Associação dos Portadores de Necessidades Especiais e Mães, entidade que busca a inclusão de pessoas com deficiência, com sede no Jardim Luzitano, periferia de Mauá.
São vários os relatos de pessoas que perderam sessões de fisioterapia e de outros tratamentos de saúde por causa da falta de acessibilidade dos ônibus da Suzantur.
“Preciso fazer fisioterapia no centro de Mauá. Os ônibus da Suzantur não possuem elevadores ou qualquer equipamento. Já perdi quatro sessões de fisioterapia que são essenciais para minha saúde” – relatou Vanildo de Lira, que depende de cadeira de rodas, e mora no Jardim Luzitano.
Não é somente a falta de ônibus adequados da Suzantur que tem prejudicado os portadores de necessidades especiais em Mauá. Os passageiros reclamam do atendimento dos funcionários da empresa e do despreparo para manusear os poucos equipamentos que podem permitir acessibilidade.
Maria da Silva Sobral mora no Jardim Zaíra V e disse que se sente presa em casa e evita usar os ônibus da empresa colocada pelo prefeito de Mauá, Donisete Braga, Suzantur.
“Quando a Leblon operava era muito melhor. Os ônibus passavam no horário, todos tinham elevadores e os motoristas eram educados. Os motoristas e cobradores da Suzantur não sabem atender o deficiente” – reclamou.
Dolores Silva de Carvalho, que mora na região do Jardim Hélida, também reclama da falta de preparo dos motoristas.
Ela tem como opção usar os ônibus da Viação Cidade de Mauá, outra empresa do município, mas se queixa da falta de educação dos funcionários.
“Quando os ônibus têm elevadores, são mal conservados, todos quebrados. Os motoristas não param e não nos ajudam. Viação Cidade de Mauá e Suzantur são complicadas. A única empresa que atendia melhor o deficiente que era a Leblon, o prefeito tirou” – disse indignada.
Mauá não é uma cidade acessível e está na contramão de todas as políticas de inclusão. O portador de deficiência não deve somente ir de casa para o hospital, mas ter uma vida normal: trabalhar, estudar, passear e se divertir.
Quem opina e sente as dificuldades disso na pele é Clauber Henrique de Souza que há cinco anos precisa usar cadeira de rodas. Ele pratica esportes e tenta ter acesso aos direitos básicos de qualquer cidadão, mas confessa que é difícil.
“É uma batalha todo o dia. Além de os ônibus não terem equipamentos, a cidade não oferece condições para o portador de necessidade especial. Não é só em Mauá, o deficiente não é bem atendido de uma maneira geral, mas aqui na cidade, o terminal de ônibus não tem a menor condição para receber quem possui deficiência” – conta Cláuber que faz aulas de judô em Santo André. Ele mora no Parque São Vicente, outro bairro de Mauá, e prefere se deslocar com a cadeira de rodas nas ruas e calçadas esburacadas de Mauá para o Capuava, também na cidade, para se livrar do terminal central da cidade e da falta de condição dos atuais ônibus que prestam serviços no município.
A condição do asfalto e do calçamento em Mauá é considerado um problema crônico pelos moradores da cidade.
Em 2012, a empresa Scamatti & Seller Infraestrutura recebeu R$ 22 milhões para o recapeamento de 60 quilômetros de ruas e avenidas em Mauá, mas os problemas voltaram inclusive nas vias onde houve intervenções.
Além da falta de condições dos ônibus, principalmente da Suzantur, a população se queixa da falta de transporte especial.
A mãe de Cláuber, Iraci Alves de Sousa, diz que o serviço de atendimento especial contratato pela prefeitura de Mauá é falho.
“Não tem van adaptada. É perua comum e os motoristas não ajudam sequer colocar as pessoas com cadeira de rodas (dentro do veículo). Vou entrar em juízo contra isso” – disse.
Os maus serviços do transporte especial também fizeram com que o morador Josafá Gomes da Silva, perdesse consultas na AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.
“Além de prejudicar o tratamento, se faltarmos muito nas consultas, perdemos as vagas que são limitadas e temos tanto trabalho para conseguir” – reclama.
Ele disse que ao ver os ônibus da Suzantur nem pensa mais em se deslocar pela cidade.

ASSISTA ÀS ENTREVISTAS:

Empresa que foi retirada de Mauá pela prefeitura, Leblon, tinha ônibus acessíveis segundo os passageiros e fazia treinamentos de motoristas, cobradores e fiscais para o atendimento a pessoas portadoras de deficiências físicas e visuais. Funcionários, em um dos treinamentos, sentiam as dificuldades nos transportes por quem possui mobilidade reduzida.
(Fonte da imagem: Diego Vieira - Adamo Bazani)
CONTRATAÇÃO DA SUZANTUR MARCADA POR DÚVIDAS E SUSPEITAS:

Os poucos ônibus da Suzantur com acessibilidade têm rampas em portas inoperantes, do lado esquerdo, que não são adequadas aos padrões de Mauá. Parte da frota é usada de São Paulo e de empresários que tiveram relações com Baltazar José de Sousa, que monopolizou os serviços por mais de 30 anos. Despreparo de motoristas e quebras constantes dos ônibus são outras queixas por parte da população em relação à empresa contratada pelo prefeito Donisete Braga.
(Fonte da imagem: Daniel Santana - Busologia Total)
A Suzantur foi contratada pela administração do prefeito Donisete Braga que descredenciou a Viação Cidade de Mauá e a Leblon Transporte de Passageiros. O prefeito e o secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio Pereira, dizem que as duas empresas consultaram sem autorização dados do sistema de bilhetagem eletrônica da cidade. Mas a versão não é consenso nem na prefeitura.
A corregedora-geral do município, Thais de Almeida Miana, em parecer oficial de 27 de junho de 2013, verificou que as consultas ao sistema de bilhetagem foram autorizadas pela prefeitura de Mauá, que deu treinamento às empresas de ônibus para isso. Ela recomendou a realização de uma nova sindicância, como mais elementos técnicos. Mas a recomendação foi ignorada pelo prefeito Donisete Braga e sua equipe.
Usando a tribuna da Câmara Municipal de Mauá, em 3 de dezembro, Rafael Rodrigues, do grupo social “Política Sim, Patifaria Não” mostrou documentos que levantam a suspeita de que a entrada da Suzantur seria uma manobra para o restabelecimento de forma velada do monopólio dos transportes em Mauá para o grupo de empresários ligados a Baltazar José de Sousa, dono da Viação Cidade de Mauá, EAOSA –Empresa Auto Ônibus Santo André, Viação Ribeirão Pires, EUSA – Empresa Urbana Santo André e Viação São Camilo.
A Suzantur, segundo os documentos apresentados na Câmara, teria ligações com controladores do Banco Caruana, que financiou ônibus para Baltazar José de Sousa. Os funcionários de Baltazar tinham um cartão de crédito do Caruana com desconto em folha de pagamento.
Chamada às pressas e sem licitação, a Suzantur opera com ônibus usados que antes circulavam pela empresa Oak Tree, que faliu em São Paulo e ainda mantém as cores e características do Consórcio Sudoeste da Capital Paulista, como portas à esquerda que ficam desativadas em Mauá, e apenas uma porta para embarque e outra para desembarque. A Suzantur também usa micro-ônibus que não servem mais para o sistema de Diadema, também no ABC, que circulavam pela MobiBrasil (outra empresa que foi convidada por Donisete), e ônibus midi (micrão) dispensados do sistema da cidade do Rio de Janeiro.
Também são aproveitados pela Suzantur ônibus usados da Viação Piracicabana do Litoral, empresa pertencente ao fundador da Gol Linhas Aéreas, Constantino Oliveira, líder do chamado grupo dos empresários de ônibus mineiros, do qual Baltazar faz parte. Há também ônibus usados da ETURSA – Empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Santo André, de Ronan Maria Pinto. Ronan é dono do jornal local Diário do Grande ABC, foi sócio e é parente de Baltazar.
A Suzantur também opera com alguns ônibus que circularam pela Viação Estrela de Mauá. A Viação Estrela de Mauá foi fundada por Baltazar José de Sousa para disputar contra a Leblon a licitação dos transportes, mas perdeu. Até o ano passado, quando a interferência da prefeitura de Mauá não era tão grande nas disputas judiciais entre empresas, a Viação Estrela de Mauá tentava tirar a Leblon de circulação.
Hoje a empresa é de David Barioni Neto que foi executivo de Constantino de Oliveira, do grupo dos mineiros, na Gol Linhas Aéreas.
A Viação Estrela de Mauá ocupou a garagem de Baltazar, chamada Princesinha, no Jardim Zaíra IV. Hoje os ônibus que estão na Suzantur, têm sido transferidos para esta mesma garagem.
A Leblon Transporte pertence a Haroldo Isaak e Ronaldo Isaak, empresários de ônibus que operam em Mandirituba, Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná.
A vereadora Sandra Regina Vieira disse que a pressa da prefeitura em contratar a Suzantur chamou atenção.
“Foi de forma muito abrupta. Enviamos requerimentos pedindo esclarecimentos. Não houve diálogo por parte da prefeitura antes destas mudanças. Fomos pegos de surpresa. Você pode verificar aqui mesmo que a população aprova o serviço da Leblon. Por que tirou? Ainda há muitas dúvidas” – comentou a vereadora.
RESPOSTA:
Em nota à reportagem, a prefeitura de Mauá reconhece os problemas da Suzantur e diz que a empresa ainda está treinando os funcionários, apesar de ter sido chamada em outubro.
“A Suzantur está operando com 85 ônibus na cidade. Desses, 40 veículos não possuem elevador. A Suzantur informa que já comprou elevadores para instalar nos ônibus, e esse processo de adaptação deve estar concluído em cerca de 30 dias. Sobre o despreparo dos profissionais, a empresa está realizando treinamento para corrigir eventuais falhas no atendimento a portadores de necessidades especiais. Lembramos que a Suzantur circula em Mauá com contrato emergencial.” – de acordo com a íntegra da nota.
A prefeitura disse que quer fazer uma licitação nos transportes.
O certame foi anunciado para dezembro, depois janeiro e agora não tem data para ocorrer.
O executivo quer criar uma gerenciadora do sistema chamada Mauá-Trans.
“O portador de necessidade especial não pode ficar todo este tempo esperando. Ele precisa ter uma vida normal, não pode perder consultas, tratamentos e nem o direito de viver, trabalhar, estudar, passear. É muito tempo, fora o que se passou até agora e nada foi feito” – se queixa Rosilene de Souza Santos, presidente da Aponem – Associação dos Portadores de Necessidades Especiais e Mães, de Mauá.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.


Por: Daniel Santana